A Federação Paulista de Futebol (cyberfutebol.blogspot.com) divulgou a formula de disputa do Paulistão 2011. A principal mudança foi o aumento de clubes classificados após a longa primeira fase, subiu de quatro para oito. Os jogos de quartas de final e semifinal serão decididos em jogo único e a final em dois jogos. No show em jogos eliminatórios antes da final, decisão por pênaltis e a utilização de dois auxiliares de arbitragem atrás dos gols.
A aberração começa no numero de clubes, vinte. Há muito tempo o futebol de São Paulo deixou de ter vinte clubes de primeira linha. Na verdade estão camuflados alguns times de empresários no bolo. Classificando oito para a fase eliminatória salvam-se os grandes clubes, reais pagadores da competição. Nos últimos tempos com quatro sobreviventes, times como Corinthians, Palmeiras e São Paulo ficaram fora da festa. O interesse caiu e a Federação correu risco de finais como São Caetano e Paulista, um péssimo negócio.
Na fase eliminatória renda dividida para agradar aos miseráveis na competição e não deixar sem compensação um eventual grande que não assegure o mando de jogo. Ninguém falou em estádio. Capacidade, segurança e condições do gramado ficaram fora dos debates. Não há limitação, não há prevenção, não há interesse no assunto. Contestar empresários proibindo mudança de sede e punição com rebaixamento, nem pensar. Evitar venda de mando de jogo por interesse financeiro, nem foi lembrado.
Na minha opinião, doze times em turno e returno, com vinte e duas datas, era o ideal e o melhor fica com a taça. Estádio inseguro, sem estrutura de jogo e de acomodação, time fica fora. Time que vende mando de jogo ou muda de cidade, cai de divisão. Renda é do mandante. Auxiliar atrás do gol, já existe gandula. O resto é aberração.
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